terça-feira, 21 de setembro de 2010

Nunca te esquecerei...

Emociono-me ao ler as minhas próprias palavras. Ainda não consegui conformar-me e talvez seja uma culpa que eu tenha de viver com ela por muito mais tempo. Mas a vida é assim, uns ganham e outros perdem. Apezar de te ter perdido como namorado, sei que te ter encontrado e te ter como amigo já é uma benção. Uma luza que foi aberta para mim no fundo do túnel escuro em que eu me encontrava, quando eu mais precisava. Lembras-te de todas as vezes que eu disse que adormecia a pensar em ti? De quando tu cantavas para mim e eu ficava com cara de boba (haha)? Foi um capítulo lindo e importante na minha vida enquanto durou. Pode não ter parecido isto para mim na altura, mas agora sim, faz todo o sentido. Lembro-me de quando ia cheia de dúvidas falar contigo e tu acolhias-me com todo o amor e paciência. Quando tu passavas-me a mão na cabeça, e ajudavas-me a encontrar uma solução para o meu desespero. Para quem diz que amar é uma perda de tempo, eu digo: «Obrigada por existires, obrigada por me acompanhares,  sempre». Amar-te é pouco minha metade... @
Os dias passam e eu continuo na mesma. Encurralada no meio da dor, do sofrimento e da tristeza. Pergunto-me qual será a situação em que te encontras. Porque no meu mundo, tudo desabara-se por completo. Esta noite, quando estava na varanda a observar o céu que se encontrava pintado de nuvens cinzentas, que me impediam de observar as estrelas. Tal como os obstáculos que me impedem de chegar até ti. Mas ainda assim, conseguia observar uma estrela, a mesma de todos os dias. Há algo que me liga a ela da mesma forma que há algo que me liga a ti. Toda a noite ela vem me ver, e por vagos momentos vejo-te lá. Esta noite ela estava mais distante do que na noite passada. Pergunto-me por que será. Será apenas uma coincidência? Ou equivaler-se-a a ti? Que a cada instante desapareces mais da minha vida sem que eu possa fazer nada. INFELISMENTE, não depende só de mim. Mas era tudo o que eu mais temia. Pergunto-me quanto tempo ainda vai demorar para que o meu mundo se reconstrua, e para que tudo volte ao seu lugar. Desde que nos separámos o cor-de-rosa que pintava o meu mundo transformara-se em preto e branco. Eu diria praticamente negro e sombrio. Neste, os rostos das pessoas perderam qualquer "luminosidade", os pássaros já não cantam, o sol já não nasce, como se tivesse ficado em coma. Os dias passam e passam e é como se eu continua-se a afundar num oceano de profundidade infinita, como se as minhas forças para abandonar aquele abismo já estivesse escassas. Sinto vontade de gritar e atirar para fora tudo o que tenho cá dentro. Queria que entendesses o quanto és importante para mim, queria que esperimentasses por instantes a dor que me pesa na conciência. Desejava verdadeiramente que nada do passado se tivesse alterado. Assim como a paz e a alegria que irradiava o meu coração e o meu rosto todos os dias. O que eu não dava para saborear o sabor daquelas palavras doces e maravilhosas, as tardes que por si só eram poucas horas mas contigo pareciam eternidades, as intimidades do geito que só nós sabemos e por aí fora. É por olhar para trás é que eu vejo o que eu perdi... É esse sentimento de culpa que me faz entrar em auto-bloqueio, auto-sofrimento, auto-desorientamento... E poderia continuar aqui um mês seguido (ou até mais), a tentar explicar o que tu és para mim... Mas por mais que eu tentasse amor, ainda assim não chegava. Não penses que eu escrevo tudo isso só para que te sintas culpado: não! Fasso-o para que saibas o que está a acontecer comigo e o facto de eu publicar no meu blog para que toda a gente saiba... É porque não tenho medo de dizer com todas as letras, sem pontos nem vírgulas, que acima de tudo e todos eu AMO-TE MINHA METADE @

1 comentário:

  1. Fogo, tens mesmo jeito para escrever pá. Isso tá profundo. *--*

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